EXAME FRAT
O exame detecta autoanticorpos que bloqueiam e interferem no transporte de ácido fólico para o sistema nervoso.
A hipofolatemia cerebral funcional independe do nível de folato no sangue estarem normais. Por isso, com uma coleta de sangue, um resultado positivo traz apoio ao diagnóstico e a conduta terapêutica, como a escolha do uso de leucovorina em vez de ácido fólico.
A presença desses autoaticorpos pode estar relacionada a diversas condições neurológicas como:
- Atraso global do desenvolvimento
- Epilepsia
- Convulsões e
- Déficit cognitivo
Do ponto de vista estritamente clínico, o teste FRAT avalia a presença de biomarcadores associados à Deficiência Cerebral de Folato (CFD). Especificamente, o teste quantifica dois tipos de autoanticorpos contra o Receptor de Folato Alfa (FR?):
Autoanticorpos Bloqueadores: ligam-se diretamente ao sítio de união do receptor, impedindo fisicamente que o folato se acople.
Autoanticorpos de Ligação (Binding): ligam-se a outras partes do receptor, desencadeando uma resposta inflamatória mediada pelo complemento, que degrada a função do receptor.
Ambos os autoanticorpos levam à hipofolatemia cerebral funcional, independentemente de os níveis de folato periférico estarem normais.
Um resultado positivo para qualquer um dos autoanticorpos avaliados no teste FRAT justifica o uso de leucovorina em vez de ácido fólico. A leucovorina tem uma constante de afinidade significativamente maior pelo Transportador de Folato Reduzido (RFC). Em doses farmacológicas, o RFC funciona como uma via alternativa (bypass), permitindo que o folato alcance o sistema nervoso central apesar do bloqueio do receptor alfa.
As evidências disponíveis (estudos do Dr. Frye et al.) sugerem que a identificação precoce desses autoanticorpos e o início do tratamento com leucovorina correlacionam-se com melhorias significativas na comunicação receptiva e expressiva.
Para mais informações (049) 3522-0166